Poltergat: Blanka

Howlin' Records

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Poltergat: Blanka

  • Data de lançamento: 2016-11-11
  • Gravadora: Howlin' Records & Sinewave Label
  • Catálogo #: HWD000020
Por Mariângela Carvalho – Supernova

Blanka cresceu em estúdio por um ano nas mãos e ouvidos do Poltergat, trio criado em 2012 nos redutos de SP. Um reduto de fato, compartilhado por algumas bandas noise de influência punk garageira, adolescentes da década de 90 subvertidos pelo grunge, britpop e shoegaze e que depois caíram na farra do rock festeiro dos anos 2000. Essas bandas não se encaixam propriamente em nenhum desses gêneros, apesar disso (e por osmose) formaram um nicho que produz e movimenta um próprio circuito de música autoral na capital paulista, a Howlin’ Records.

Poltergat é embrião da Howlin’ e sempre teve a personalidade da metrópole paulistana. Agitado, sem pausa, criativo, urgente e white trash, Blanka é um álbum aguardado dada a fama conquistada por Gabriel Muchon(guitarra e voz), Dudu Lourenço (baixo) e Guilherme Migliavaca (bateria) num currículo de shows e festas que se estenderia por muitas linhas.

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Foto: Deco Vicente

Blanka para a Howlin’ RecordsSinewaveEstúdio AuroraNada Pop e Raro Zine:

“Só consigo imaginar pessoas amontoadas pulando com cerveja voando pra todo lado e todo mundo cantando junto num porão escuro.” (Bruno Pinho | Howlin’)

“Blanka me deixou em choque.” (Eduardo Boqa Santana | Howlin’ | Penhasco)

“Tem um terremoto na minha cabeça quando ouço esse disco.” (Bruno Palma | Howlin’ | Chalk Outlines, Twinpine(s), MonstroMonstro, Krokodildos e caxabaxa)

“Você já teve a sensação de ouvir uma música e se sentir parte dela? Não é como se você tivesse escrito, é como se você morasse nela… Então, foi o que senti quando ouvi “Another Dream”, a primeira música do Blanka, primeiro álbum do Poltergat. É caótico, é extasiante, é sufocante, é inesperado, é como a minha vida. E essa sensação se prolonga durante o álbum inteiro. Não dá pra parar de ouvir. Acho que é o álbum que resume bem o meu último ano: agitado, porém reconfortante. Obrigada, Polterzinhos, por criarem algo tão espetacular.” (Cintia Ferreira | Howlin’ | In Venus)

“Feroz e urgente, Blanka é um disco que nos faz sentir a energia concentrada que a cidade vai depositando na gente. Se você conhece São Paulo, vai saber do que estou falando.” (Diogo Dias | Howlin’ | Vapor | Rock Ex Machina)

“Eu já tinha visto o Poltergat ao vivo, energia impressionante e uma pedrada atrás da outra. Acho que o grande lance de uma banda é esse, quando você vê os caras ao vivo e, depois ouve o disco, é praticamente a mesma coisa, dá pra sentir a energia, peso e presença dos caras. A Howlin’ Records tem diversas bandas, cada uma com sua identidade, eu acho que cabe ao Poltergat o lance do rock mais imoral, “marginal”, moshpit, galera no palco fazendo confundir público e banda. É assim que eu vejo e espero pelos shows da turnê do Blanka, um dos melhores discos de 2016.” (Vinícius Oliveira | Howlin’ Records)

“Porrada. São esses termos meio clichês mas certeiros que vêm à mente quando damos play no Blanka. Porque tem tudo lá: energia, peso, sujeira, sangue escorrendo pelas palhetas e baquetas desse trio paulista. A escola é punk 77, mas com um sangue diferente, agressivo, dialogando com aquela cena noise-rock que nasceu lá nos 80-90 mas anda ressurgindo cada vez mais nos melhores/piores porões gringos. Imagine o Metz fazendo um tributo noise-rock aos Buzzcocks – é por aí. Blanka, como o personagem, é alto, forte, verde e feio. Também como o personagem, a porrada é das fortes.” (Elson Barbosa | Sinewave | Herod)

Blanka é sem dúvidas um dos melhores discos do ano. Poltergat dá aula para os ouvintes de como fazer um som torto, visceral e dissonante.” (Lucas Lippaus | Sinewave)

“Não é Poltergeist e nem Paul Tergat, a lenda queniana da São Silvestre. Poltergat é um trocadilho que poderia ser infame, não fosse a tradução perfeita do que faz essa banda de São Paulo que só quer saber de festa. Quando se encontram, eles deixam um rastro de fumaça e garrafas vazias que só os mais preparados se arriscam a acompanhar.

Entre um trago e outro, esses três caras se transformam num trio de maratonistas do inferno que faz um rock frenético, direto e reto, com muita transpiração e a pior das intenções, que só os mais fortes conseguem acompanhar. A trilha sonora perfeita para conseguir acompanhar três caras que só querem uma coisa: que você pare de ouvir o rock pau mole e sem criatividade que tem sido feito e propagado mundo afora.

Se você é dessas pessoas que precisam de referências, visite o rock inglês para enxergar através da nuvem de fumaça que eles deixam. Misture o melhor dos riffs do punk pós-Pistols, encha a voz de fumaça, como faziam os pós-punks, adicione o espírito festeiro inconsequente da Madchester e a ironia dos piores elementos do britpop, salpique a energia adolescente do início dos anos 2000. Isso resume o que é o Poltergat, provavelmente a melhor banda de rock inglês nascida fora da Inglaterra.

Tivessem nascido lá, aliás, não seria impossível de imaginar as torcidas de futebol empurrando seus times nas arquibancadas com as melodias de “Nothing to Lose” ou de “Another Dream”. Ou um bebum cantando “don’t wanna live just to die”, o refrão de “Bright Lights”, com um pint na mão em um pub qualquer no subúrbio. Isso para não falar em “Atlantic” e “Suicidal Citizen”, que estariam na trilha sonora de qualquer filme do Guy Ritchie.

Pelas dúvidas, ouça Blanka, disco de estreia do Poltergat, tire suas próprias conclusões, e entenda porque eles são a banda mais original do rock brasileiro na atualidade. Serão os melhores trinta minutos de música que você vai ouvir no seu dia, na sua semana, no mês e, provavelmente, no ano.” (Carlos Eduardo Freitas | Estúdio Aurora | Bloodbuzz, Combover, Orange Disaster e Dercy)

“Rock canalha e sujo, bom para beber e pular. Garageiro e sem firulas, com malícia e certa violência. Tem muito de punk 77, por isso parece ter vindo diretamente da cena dos EUA ou Inglaterra da época. Mas é nacional e atual, é o tipo de banda que tem urgência em viver e, de preferência, intensamente.” (Maurício Martins | Nada Pop)

“A estreia do Poltergat não poderia ser diferente, uma injeção de oxigênio a um beco sem saída, música desenfreada que poderia ter saído de algum pub londrino 20 anos atrás , mas é da caótica São Paulo.” (German Martinez | Raro Zine)

Ficha técnica:

Gravado no Estúdio Aurora por Billy Comodoro e Aecio de Souza e no Estúdio Subway por Anderson Lima, ambos em São Paulo

Produzido por Poltergat e Billy Comodoro

Mixado e masterizado no Estúdio Aurora por Billy Comodoro

Lançado pelos selos Howlin’ Records e Sinewave em 11 de novembro, 2016

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