#influencia: Claudio Cox (Giallos)

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#influencia: Claudio Cox (Giallos)

Claúdio Cox é o vocalista do trio do ABC Paulista Giallos(https://www.facebook.com/Giallos-205981166101041/) e um dos responsáveis por uma das listas mais legais desde que começou essa série.

TRILHAS:
O som do Giallos colide bem: http://giallos.bandcamp.com/

“Boca de Lobo” é o nome da playlist dos influenciadores de Cláudio, a qual pode ser ouvida aqui: http://bit.ly/1p50eqw

Com a palavra, Sr. Claudio Cox:

“Na verdade, acredito que as maiores influências que carrego como vocalista estão nos textos, mais do que qualquer coisa, sendo assim minha lista só tem artistas nacionais. É claro que caras como Joey Ramone, Iggy Pop, Jello Biafra, Rob Tyner, Lux Interior, Nick Cave e outros tantos compõem parte significativa do meu DNA vocalístico, mas nessa parada de fazer listas é impossível citar tudo, nem tento. Eu não sou um vocalista que tenha alguma característica que se sobressaia, tecnicamente falando, entrava nas bandas mais porque escrevia umas letra do que pelos meus dotes vocais, talvez por isso esse lance do texto, da interpretação seja uma coisa mais profunda pra mim, subjetiva como influência.

1- Marcelo Nova (Camisa de Vênus Oficial)
Escutei muito Camisa de Vênus, desde de muito novo. Sei todas as letras do primeiro disco de cor até hoje, lembro que botava o play e ficava gritando em cima, dançando. Não sei se dá pra cravar como a maior influência, mas, pelo menos na vontade de ser vocalista de uma banda de rock aos 12 anos de idade, é fácil.
Camisa de Vênus – Pronto Pro Suicídio

2- Arnaldo Antunes (Titãs)
A onda de poesia concreta – quando eu ainda não tinha a mínima ideia do que seria poesia concreta – do Arnaldo foi minha escola quando comecei a rabiscar as minhas primeiras letras de música. Titãs foi a primeira banda de rock que eu vi ao vivo e foi muito impactante. Além do som, das letras, os caras tinham uma parada visual, de postura, roupas, dança, que era foda.
Titãs – Todo Mundo Quer Amor

3- Redson (Cólera)
O “Pela Paz” do Cólera foi também um dos discos que mais escutei na vida, o mesmo lance de saber as letras de cor e tal. Bom, fui parar no vocal de uma banda pela primeira vez, justamente porque eu sabia uma pá de letra punk.
Cólera – Medo

4- João Gordo (RATOS DE PORAO oficial)
Ratos de Porão foi minha banda preferida durante muitos anos, ultrapassou a barreira do punk dos anos 80 e seguiu forte lançando discos relevantes até hoje. Antes de começar a escrever as minhas próprias letras cantei muito som do Ratos na minha primeira banda. “Brasil” (4° disco lançado em 1989) é o auge da banda no quesito letras, foi outra escola.
Ratos de Porão – Lei do Silêncio

5- Wander Wildner (Os Replicantes / Wander Wildner)
Eu adoro os Replicantes, mas acredito que a fase solo do Wander teve muito mais influência nas coisas que eu fiz nos últimos dez anos. O lance mais canção, mais primeira pessoa, sei lá. Levei um tempo pra conseguir escrever em primeira pessoa, foi bem difícil. Ainda é.
Wander Wildner – Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro

6- Fernando Catatau (Cidadão Instigado)
O cara que mostrou pra mim que o sentimento do compositor no cantar está acima de qualquer coisa técnica. Quase ninguém vai conseguir expressar o que você escreve tão intimamente quanto você mesmo.
Cidadão Instigado – Te Encontra Logo

7- MarcoPablo (MarcoPablo)
Fomos parceiros de banda e mesmo depois que nos separamos, continuamos com algumas composições extraconjugais. O Marco deu um sentido a algumas letras minhas com a sua maneira de cantar que eu jamais imaginaria, harmonicamente e literalmente. Gênio.
MarcoPablo – O Velho Bom

8- Fred 04 (Mundo Livre S/A)
Um cara que elevou o discurso político dentro do rock brasileiro. Pra mim, uma das suas características mais marcantes é o lance do spoken word – a palavra falada no português claro. A onda que eu faço no Giallos hoje tem essa verve spoken do Fred, certeza.
Mundo Livre S/A –Samba Esquema Noise

9- Marcos Linari (LaCarne)
Conheci o La Carne em 2004 num festival em São Caetano do Sul, eu estava com uma barraca de camisetas na parada e algumas bandas vieram pedir pra deixar CDs pra vender junto, um desses foi o Linari. Depois de um tempo, por causa do Giallos, conheci uma rapaziada que era fanática pela banda e consequentemente conheci os cara. Daí pra frente tive o prazer de dividir o palco algumas vezes, fui até figurante de um clipe e o caraio. O último disco me fez chorar. Fim.
La Carne – Diógenes De Oz

10- Mateus Novaes (Krias de Kafka)
Mateus era um desses fanáticos pelo La carne, poeta sujo e vocalista do Krias de Kafka. Rolou uma admiração mútua. O que mais me impressiona no fita, além da sua voracidade verbal e a sua clássica dança monossilábica, é a sua capacidade de unir o texto a música de uma maneira absurdamente natural, limpa, sem floreios.
Krias de Kafka – Tuntá”