#influencia: Diogo Dias (Vapor)

Howlin' Records

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#influencia: Diogo Dias (Vapor)

Senhoras e senhores, Diogo Dias, vocalista e guitarrista da Vapor, e suas considerações sobre quem o influenciou nas 6 cordas.

Dá play: http://bit.ly/1Q6LcHk

James Iha e Billy Corgan (The Smashing Pumpkins): Eu ficava babando nos discos do SP por causa das guitarras. As nuances entre partes melódicas, power cords, efeitos e timbres me davam a sensação de que eu nunca ouviria nada igual. Até hoje nunca ouvi nada parecido com as guitarras dessa dupla.

Robert Dahlqvist e Nicke Andersson (Hellacopters): Outra dupla infalível. Guitarras quentes, altas, com bases criativas e solos incríveis. Sempre achei genial a maneira como eles se alternam durante as músicas. Ouvir esses caras sempre me faz querer ligar o amplificador.

Fernando Basseto (GARAGE FUZZ.): A galera old school sempre fala do Zambelli que saiu e tal, mas o Basseto é o cara que realmente me influencia. As bases dele são sempre muito criativas e poderosas. A estrutura do som acaba passando por ele. Os solos do Garage Fuzz são fodas, mas as bases são destruidoras.

Malcolm e Angus Young (AC/DC): Já viram que eu gosto da química de algumas duplas, né? A genialidade aqui é usar os mesmos acordes pra fazer uma caralhada de clássicos. Malcolm era o cara que enxergava a banda como se tivesse de fora. Ele sabia quando ser simples e quando brilhar. Já o Angus é aquilo lá. Toca muito.

Jorge Jordão (LaCarne): A originalidade e a simplicidade são características difíceis de um guitarrista reunir. É exatamente isso que o Jorge faz. O cara toca sem distorção, sem efeito, porra nenhuma. Guitarra, cabo e amp. E o som que ele tira é só dele. Só me resta bater palmas e curtir o som.

John Frusciante: Um músico de alma. Dá pra sentir o cara no som da guitarra. Parece simples, mas o que o Frusciante faz com o instrumento é elevar as possibilidades da sua música, do que ela pode expressar. A carreira solo é a maior prova disso. Se um dia conseguir 10% desse feeling, estarei bem feliz.

Pepel Gomes (Novos Baianos): Pepeu nos Novos Baianos é uma coisa inacreditável. Com uma habilidade incrível ele junta samba e rock n roll com uma naturalidade assustadora. Destaque especial para os solos, que puta que pariu…

Omar Rodriguez Lopez (The Mars Volta / At The Drive In / Antemasque / El Trio de Omar Rodriguez Lopez): Outro que eu admiro pela originalidade. Desenvolveu um estilo próprio, marcado por timbres muito bem trampados, escalas arriscadas e riffs marcantes. Também admiro muito a versatilidade pra tocar tanto uma desgraça total quanto uma balada de 8 minutos.

Jack White: Muita gente vira a cara pra ele, mas o cara é um puta do timbrero. Minha grande influência nele é como ele pensa os timbres. Ele dá um papel pra cada modulação, pra cada distorção. Ele sabe contar uma história com a guitarra.

Phil (Dead Fish / Reffer): O Phil é outro baseiro (fazedor de base) embaçado. Tem dinâmica, criatividade e habilidade pra mesclar os power cords com outras firulas que dão um brilho e tanto no seu trampo. Compor hardcore sem ser repetitivo é um puta mérito.

Ouça Vapor: http://vaporrock.bandcamp.com/