#influencia: Fabiano da Odradek

Howlin' Records

Template

#influencia: Fabiano da Odradek

As camadas de guitarra, os vocais alternados, as melodias e o peso edificam de forma única o trio carioca menores atos. Os holofotes do rock independente se voltaram para os caras após o lançamento do já clássico “Animalia”, trampo que é considerado por muitos habitués do rock dos porões um dos melhores discos independentes dos últimos anos.

Citado como um dos influenciadores de Fabiano da Odradek, Cyro Sampaio, vocalista e guitarrista, nos brinda com um papo sobre as suas influências.

Playlist: https://soundsgood.co/playli…/gutarristas-e-cantores-e-ambos
Som dos caras: http://musica.menoresatos.com.br/

” Eu nunca fui um cara técnico, aprendi a tocar no velho esquema revistinha de cifras e amigos ajudando. Também nunca fiquei restrito a um determinado gênero, o que me deu uma liberdade bem grande em relação ao que crio hoje, misturando tudo e transformando em algo com certa identidade. Sendo assim, minhas referências e influências não seguem nenhuma linha muito racional.

Jimmy Page (Led Zeppelin Official): Pra mim é o mestre. E também tem o estilo, a forma de tocar. Um lance solto, até meio sujo mesmo, mas com muita pegada e melodia. Aliás, era (é) um bonde pesado formado por ele, Jeff Beck e Clapton. Imagina essa galera junta sendo jovem e tocando guitarra plugada no som de casa. Queria ter vivido nessa época e ser amigo deles.

Mike Vennart (Oceansize / British Theater / Biffy Clyro): É guitarrista e vocalista da extinta banda Oceansize, que talvez seja a minha banda preferida. Eles faziam um som bem técnico, com muita pegada de Prog/Math, alternando entre vocais bem melódicos e mais agressivos. As composições são sempre muito complexas, mas quase todas as músicas tem uma linha melódica compreensível, o que deixa o som bem acessível. O Mike atualmente tem um projeto chamado British Theater, que é mais suave, mas incrível também; e também é guitarrista de apoio do Biffy Clyro. Normalmente usa uma Squier surrada, toda modificada.

Gambler e Steve Durose completam o time de guitarras do Oceansize. Como eu disse, é minha banda preferida, então não poderia deixar de citá-los. Uma banda com três guitarras, poucos (ou quase nada de) solos, onde cada ruído se torna indispensável.

Mike Einziger (Incubus / Time Lapse Consortium): Sempre gostei muito de Incubus. Raramente vejo o Mike Einziger ser citado como referência, mas ele foi muito importante pra minha “formação musical”. Lembro de ficar tirando algumas musicas e perceber que ele sempre achava a forma mais fácil de executar aqueles riffs e bases na guitarra. Tentei absorver ao máximo essa forma de simplificar a execução sem perder a criatividade e musicalidade.

John Frusciante: muito feeling, estilo, um nível de sensibilidade altíssimo. Tocando e cantando.

Jeff Buckley: Foi um dos grandes, voz incrível e tirava um som bonito da tele. Nunca toquei nenhuma música dele. Acho que é respeito.

Daniel Johns (Silverchair): Hoje ele debandou pra um outro lado bem diferente, mas sempre foi uma grande influência pra mim. Primeiro, pela forma como ele concilia o instrumento com a voz. Segundo, por mudar tanto ao longo do tempo. Certamente, muita gente foi se decepcionando com a “evolução” do Silverchair, por exemplo. Comigo foi diferente. Acho sinceramente que o Diorama é um grande disco e depois de um bom tempo sem conseguir aceitar muito bem, pude entender o Young Modern, que hoje é também um dos discos que mais respeito da banda. Tanto quando usava timbres mais pesados quanto nas músicas mais telecaster, sempre gostei da escolha dos amps e guitarras. Aquela PRS clássica é foda. Gosto das afinações alternativas que ele escolhe pras musicas também.

Dave Knudson (Minus the Bear / Botch): Guitarrista do Minus the Bear, usa muito bem os pedais, especialmente o looper. Também é muito técnico e criativo. Recentemente descobri que ele tocava no Botch, uma das grandes bandas que deram inicio ao chamado “hardcore torto”. Atualmente, o Minus é uma das bandas que mais ouço, sem dúvida.

Eduardo Sodré Noção de Nada / Nipshot / Barizon): É ex-guitarrista das bandas Noção de Nada, Nipshot , Barizon…e sempre foi uma grande referência, além de amigo querido. O Palhas toca absurdamente, é extremamente técnico, conhece a guitarra de cabo a rabo e é daqueles gênios que a gente não consegue acompanhar. Já fiz até umas duas aulas com ele, sério.

Kiko Loureiro (Angra / Megadeth / Tarja Turunen / Neutral Code): Afinal, foi ele que me ensinou “tapping”, né. Tive essa fase metal melódico por um bom tempo na adolescência e foi um ótimo aprendizado. Aliás, o último do Megadeth ficou do caralho.

Poderia incluir os guitarristas atuais do Refused também (que banda!)…e mais um monte de gente, mas esses foram os primeiros que me vieram à mente.”