#influencia: Lê Almeida

Howlin' Records

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#influencia: Lê Almeida

Lê Almeida gosta de guitarras altas e melodias pop. Seguindo esse norte, “Paraleloplasmos” dominou diversas listas de melhores do ano em 2015. O que tá por trás da música do quarteto é explicado por uma das mentes (cri)ativas por trás da Transfusão Noise Records e Escritório: o próprio Lê Almeida.

Playlist das influências:http://bit.ly/1VGMDzW
Som do Lê Almeida: http://lealmeida.bandcamp.com/

– Doug Martsch (Built to Spill)
O estilo de guitarra do Doug é muito único, são frases e solos numa mesma onda, as vezes soa sujo e limpo. Ele usa a mesma guitarra sempre, desde quando montou a banda. Eu acho lindo, me influenciou desde a primeira vez que eu ouvi, não so pela guitarra como pela voz dele também

– Robert Pollard (Guided By Voices)
O nivel de composição do Bob é absurdo, a discografia do GBV vai do indie rock anos 90 das guitarrinhas (fase Tobin Sprout) e depois chega em uns Hard Rock doido (fase Doug Gillard). Eu curto demais essas duas fases mas a com o Tobim me toca um pouco mais, não existe disco nesse mundo que tenha causado tanto efeito na minha juventudo como o Alien Lanes. João costumava me dizer que o Bob é o único cantor de indie rock que realmente é um cantor, e é real

– Arnaldo Baptista – Mutantes 
Desde que me encantei com o Arnaldo, ainda bem jovem, eu passei muito tempo ouvindo tudo que ele tinha feito, certeza que foi alguém a frente do seu tempo, experimentando em conjunto ou sozinho. Só a o Loki e toda a sua áurea de piano rock já é uma coisa linda e cativante.

– Kim Deal (Breeders)
Eu acho que durante alguns anos eu fui apaixonado por ela, pelo jeito de tocar, jeito de cantar e o sorriso sempre bonito. O The Breeders tinha um ar meio mágico dentre as outras bandas que eu ouvia quando era mais jovem, eu sempre tive o Last Splash em vinil, ouvir esse disco o tanto de vezes que eu ouvia com certeza moldou o meu jeito de fazer som.
Dias antes do Escritório abrir em 2013, eu ganhei um abraço dela, depois de um show do Breeders aqui no Rio, a rua vazia, foi lindo!

– Grant Hart (Husker Du)
Na época que eu só tocava bateria, eu tinha uma fita do Flip Your Wig e aquele estilo de bateria era a coisa que mais me movia, eu só queria tocar daquele jeito, só depois fui sacando os outros discos e percebendo que além de tocar a bateria ele cantava. Sou muito fã da bateria dele, é uma pegada linda

– Greg Ginn (Black Flag)
Embora tenha se tornada o cara bem otário ao longo dos anos, aquele estilo de solar free jazz influenciou boa parte da galera que não sabia solar certinho, o cara rabiscava na guitarra, nunca vi ninguém fazer o que ele fazia

– Jason Albertini (Helvetia)
Eu o admiro como guitarrista e baterista, antes dele ter o Helvetia, ele tocava bateria no Duster, que é uma creize demais dentro das atmosferas de guitarras e sons climatizados. O Helvetia virou minha cabeça, ao mesmo tempo que é pop é difícil de entender , eu acho muito bom ser uma banda que ninguém conhece, além disso o cara grava altas paradas sozinho, tocando tudo. Hoje em dia ele também toca baixo no Built to Spill

– Ira Kaplan
Ele sempre me passou uma confiança de solos de guitarras errantes que acertam o tempo inteiro e ao mesmo tempo ele sempre mesclou caos e calmaria de uma maneira linda. O Painful foi um disco que me ajudou muito a ter noção de que dava pra ser calmo e ao mesmo tempo ter potencia nas guitarras

– Karen Carpenterr
Acho que ela foi o melhor equilíbrio entre classe e melodia num mesmo conjunto. Pra mim é algo bonito de se ouvi e admirar. Uma deusa tocando bateria.
Ta dentro da atmosfera soft rock, porém muito mais lapidado nas melodias

– Fela Kuti 
Esse mudou minha idéia de música longa ou curta já faz algum tempo que tenho o estudado como uma entidade, algo místico. O que ele fazia ia além de música, tem disco que parece ser um ritual completo e eu não acho nada longo, eu acho perfeito. A partir do meu contato com o Afrodisiac minha idéia de som foi indo para outro plano, outra vibração