#influencia: Luciano Portela (Penhasco)

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#influencia: Luciano Portela (Penhasco)

Voltamos com a série ‪#‎INFLUENCIA‬!

Eis que Luciano Portela do Penhasco, O Apátrida, dentre outros projetos, dá o papo sobre seus 10 baixistas!

Ouça seus baixistas aqui: https://soundsgood.co/…/l…/playlist/56c8cc50757689a73014ef20

1 – Paul Simonon (The Clash) – Paul Simonon foi um dos grandes responsáveis por me interessar pelo universo dos graves. Na época com meus 17 anos eu tive contato com sua música. O The Clash até hoje é uma das bandas que eu revisito. Depois descobri que além de baixista ele era também pintor, nessas horas vejo o quanto à arte (seja ela música ou qualquer outra expressão) pode unir pessoas tão distantes.

2- Billy Gould (Faith no More) – Esse cara fez e ainda faz a minha cabeça até hoje. Considero-o um baixista versátil que vai do funk ao Metal sem nenhuma dificuldade. Prestei maior atenção aos riffs dele no disco mais conhecido (The Real Thing), mas com o tempo, analisei e percebi nele uma busca por simplicidade conforme o seu amadurecimento musical. Isso na época chamou a minha a atenção.

3 – Stanley Clarke (Stanley Clarke Band) – Quando se toca baixo por um tempo você começa a buscar novas referências, eu comprava as revistas cover baixo religiosamente. E foi aí que me deparei com a tablatura de School Days do disco homônimo desse cara. Foi a primeira vez que me deparei com uma banda de apoio para um baixista. Foi a primeira vez que assimilei a ideia de acordes em um baixo. Stanley Clarke tem a união entre técnica e feeling que eu considero na medida certa. Toda a sua carreira e inclusive suas colaborações (Al di Meola, Marcus Miller, Jean Luc Ponty entre tantos outros) valem muito a pena serem ouvidas. Sou eternamente grato a tudo o que esse baixista da Filadélfia me proporciona.

4- Jaco Pastorius (Wheater Report/Solo) – Sempre quando se fala em baixista automaticamente você liga a pessoa ao universo dos graves. E aí eu escutei A portrait of Tracy desse cara e fiquei sem entender nada (um festival de acordes e harmônicos simetricamente organizados), Isso me deixou boquiaberto. Jaco dispensa comentários, vai além do universo dos graves. Se nunca ouviu nada dele, comece por esta música.

5- Botsy Collins (James Brown/ Parliament Funkadelic/ Bootsy Rubber Band) – Praticamente um dos criadores do funk! Nós baixistas geralmente somos avessos a exposições, esse cara vai de contrapartida a tudo o que eu acreditava até então. Primeiro pelo visual (veja as fotos e comprove!), depois por sair das bandas e se tornar um frontman de peso fazendo uma carreira solo invejável. Recomendo o disco Stretchin’ Out in de 1976. Escute a música I’d Rather Be With You.

6- Les Claypool (Primus/ Les Claypool) – Mais um frontman, excêntrico e que passeia entre o metal e o tradicional funk setentista. Mas Les Claypool tem um ingrediente que nenhum dos anteriores. Ele é uma das grandes figuras dos anos 90. Seus riffs são desconcertantes, as músicas extremamente complexas. E um detalhe: é o dono de uma das vozes mais engraçadas que já ouvi. Enquanto Bootsy Collins era a elegância em pessoa ao vivo, Les Claypool é um caipira cômico saído de um grande filme de comédia dos anos 90.

7 – Peter Hook (Joy Division / New Order / Monaco, entre outros) – Se fosse para escolher um baixista dos anos 80 que chame a atenção eu ficaria com esse cara. Foi a partir dele que eu entendi que posso ser simples e ainda imprimir uma identidade própria tocando meu instrumento. Suas linhas de baixo são dotadas de um lirismo arrebatador. Escutem tudo do Joy e do New Order. Por favor!

8- Tom Araya (Slayer) – Acelerado, agressivo, pesado e direto! Um baixo discreto devido ao estilo da banda. Mas para mim, foi uma das melhores sensações do mundo a primeira audição. Conheci o Slayer e pirei ao ouvir aquele grito fininho seguido de um vocal rasgado em Angel of Death. É uma das bandas que ainda escuto religiosamente. Obrigado Tom Araya por me mostrar que o som pesado também tem seu encanto.

9- Geezer Butler (Black Sabbath) – Falam de Iommi e Ozzy Osbourne mas eu sempre observei esse carinha aí. Não desmerecendo os outros, mas, acho que o Geezer merece uma maior atenção. Ele já fazia funk metal antes do próprio estilo existir, suas linhas de baixo me deixaram louco já na primeira audição, ficava um bom tempo tirando clássicos (Iron Man, N.I.B., War Pigs, etc). Além de ser um baixista versátil também se mostrou um grande letrista. Foi um dos caras que me ensinou que eu posso ser um baixista e andar fora da caixinha, basta arriscar.

10- Cliff Burton Metallica – É um cara que eu demorei a entender, um cara que no início me parecia ser mais famoso pela sua morte prematura que por sua própria música. Mas, quando escutei Master of Puppets e em particular a instrumental Orion tudo mudou e aí foi uma sequencia de descobertas (Anesthesia Pulling Theeth eu escuto até hoje). Foi um cara que me disse pela música “Cara, você também pode usar distorção! Você também pode ser simples, criativo e técnico tudo de uma só vez.”, desde então eu o enquadro numa teoria particular. Há baixistas que tocam e têm sucesso, há baixistas que caem no ostracismo mesmo sendo bons e, no caso dele, veio por pouco tempo porque tocou para entrar na história.