#influencia: Magoo Felix

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#influencia: Magoo Felix

Agora é a vez do Magoo do Twinpine(s) falar sobre ‪#‎influencia‬ na bateria. Normalmente, pedimos 10 bateristas, mas ele quebrou a regra por um bom motivo.

Não deixe de clicar na trilha da playlist e boa leitura: https://soundsgood.co/…/magoo-felix-do-twinpines-e-dez-bate…

Na difícil missão de escolher alguns bateristas que me influenciam, me pego pensando que seria impossível listar apenas 10, ainda mais pelo fato de eu ouvir várias vertentes dentro do rock. Pois bem, todo mundo me conhece pela preferência pelo som noventístico, do grunge, indie etc, então vou tentar me manter dentro desse gênero e listar alguns dos caras que mais me inspiram dentro da sonoridade que eu toco no Twinpine(s). Vou burlar a regra e agregar mais quatro nomes porque não consigo me adequar aos números.

1 – Murph (Dinosaur Jr) – Dentro de toda a coisa óbvia de eu colocá-lo em primeiro lugar, claro que esse é o primeiro nome que me vem à cabeça, embora essa lista não tenha uma ordem de preferência. O Dinosaur Jr. tem uma influência muito forte na minha musicalidade dentro do rock alternativo e o Murph me influenciou muito pela pegada forte e simples, que ele coloca não só no Dino, mas também quando toca com o Lemonheads.

2 -Steve Shelley (Sonic Youth) – O Sonic é uma das maiores influências da minha vida musical e Mr. Shelley não podia estar fora dessa. Poucos bateristas me cativam pela simplicidade de suas batidas de uma forma tão criativa, porém não menos técnica. Em 2013 tive a oportunidade de tocar percussão em uma apresentação do Lee Ranaldo (guitarrista do Sonic Youth) e por um breve momento me senti fazendo parte do Sonic e de alguma forma fazendo o papel do Steve, com certeza um dos momentos mais marcantes da minha história musical.

3 – Jon Wurster (Superchunk) – Com certeza esse cara me influencia no som que faço no Twinpines. Jon é criativo, dinâmico e performático, um showman da bateria cheio de técnica e ritmo. Me marcou muito no disco “Here’s Where The Strings Come In”, de 1995.

4 – Francis MacDonald (Teenage Fanclub) – Quando o assunto é indie rock com pitadas de música pop, não me vem outro nome à cabeça que não seja o Teenage. Pra mim eles são os deuses da melodia pop e o disco “Bandwagonesque” é o que mais me influencia deles. Eles tiveram outros dois bateristas que eu gosto muito também, mas o Francis é meu preferido.

5 – Grant Hart (Husker Du) – Cantar e tocar bateria ao mesmo tempo é uma tarefa que poucos músicos executam com maestria. Hart vai além dessa categoria de mero batedor de tambor – ele foi um dos gênios à frente do Hüsker Dü, uma das minhas bandas favoritas. É um letrista magnifico e um baterista de técnica simples, porém criativo, com suas partes milimetricamente pensadas para serem tocadas enquanto canta.

6 – Jimmy Chamberlin (The Smashing Pumpkins) – Com certeza o cara mais técnico e gênio da minha lista. Fez discos incríveis em sua passagem pelos Pumpkins. Os álbuns “Gish” e “Seamese Dream”, apesar de terem sonoridades bem diferentes, são de grande importância para mim como batera.

7 – Chad Channing (Nirvana) – Apesar de todo mundo achar o mala do Dave Ghrol o melhor baterista do universo (e eu concordar que ele toca muito bem), eu não me sinto influenciado por ele. Eu sou fã da simplicidade, sem exibicionismo ou esbanjamento de técnica, que fazem o cara parecer mais um showman do que um músico. E mesmo a grande maioria dos terráqueos atribuir ao Dave a maior influência no Nirvana no disco “Nevermnd”, fico com a simplicidade do Chad no “Bleach”, que na minha opinião tinha a verdadeira cara da banda, com crueza e peso da maneira que eu mais gosto.

8 – Christopher Guanla (Silversun Pickups) – Eis uma banda não tão conhecida da grande maioria. A batera do Crhis me influencia bastante: tem peso e técnica na hora certa, uma rítmica quebrada e melódica com momentos de explosão, algo que eu curto muito. Dos bateristas mais atuais da cena indie, com certeza ele é o meu preferido. Ainda mais que ele, como eu, é canhoto.

9 – Chris Prescott (Pinback) – Apesar de alguns discos anteriores do Pinback serem com bateria eletrônica (e mesmo assim serem discos incríveis), o Chris tocou no álbum “Autumn Of The Seraphs”, meu preferido da banda. Assim como o batera do Silversun, curto a dinâmica dele transitar entre o peso e a rítmica quase jazzística.

10 – Bill Stevenson (Descendents (Official)) – Pode parecer estranho um baterista de punk rock estar nessa minha lista, mas a sonoridade do Bill transcende os rótulos. Na minha opinião, ele é um baterista completo, que mistura a precisão e rapidez do hardcore com a suavidade e a melodia dos sons mais alternativos. O disco “Everything Sucks” é uma joia tão valiosa pra mim que eu o colocaria entre meus discos de indie rock preferidos de todos os tempos. Bill é mestre, um verdadeiro gênio de seu tempo.

Por fim, vou com um bônus de quatro nomes brasileiros que não podiam deixar de estar numa lista de influências baterísticas feita por mim:

11 – Ricardo Mix (Cold Turkey/Mickey Junkies/Elroy) – O Mix foi o primeiro baterista de indie rock que eu conheci pessoalmente. Nos anos 90 ele morava no meu bairro e eu sempre colava nuns rolês que coincidentemente alguma das bandas dele ia tocar: no Espaço Retrô, nos campeonatos de skate etc. Ele era o cara que influenciava todos os bateras aqui da minha área, pela simplicidade que ele usava no set e pela técnica que ele já tinha tanto tempo atrás. Viramos amigos depois de alguns anos, mas quando o vejo tocando hoje em dia volto a ser aquele garoto empolgado em ver um verdadeiro mestre dominando seu instrumento.

12 – Mauricio Takara (Small Talk/ Hurtmold) – Ainda na lista dos brasucas, é impossível falar do meu instrumento sem pensar no gênio caçula da família musical do estúdio El Rocha. A primeira vez que vi o Takara tocando foi com sua antiga banda de hardcore, o Small Talk. Fiquei impressionado com a rapidez e precisão, o que por si só já era de se admirar. Anos depois ele viria a se tornar um multi-instrumentista no Hurtmold. Ver o Hurtmold em ação vai além de uma apresentação musical – Takara é uma aula de destreza, ritmo, precisão e ousadia. Com certeza um dos maiores gênios da bateria que tenho conhecimento.

13 – Flavio Cavichioli (Pin Ups/IML/ Forgotten Boys ) – O monstro por trás das baquetas de uma das minhas bandas favoritas da vida, o Pin Ups. Foi no IML, banda de hadcore melódico que eu vi o Flavinho pela primeira vez, mas foi no Pin Ups que meus olhos de esbugalharam e eu virei fã do cara. Era uma banda de indie rock com um monstro que esmurrava a bateria como se estivesse tocando metal de tão forte que batia, sendo ao mesmo tempo preciso e criativo na rítmica. É um dos caras que mais me influenciou na maneira de tocar no Twinpines. Com o passar dos anos me tornei amigo, mas nunca deixei de colocá-lo no posto de ídolo.

14 – Daniel Siqueira (GARAGE FUZZ.) – Um dos bateristas mais impressionantes que vi ao vivo. Rapidez e precisão acima de qualquer medida. O cara impressiona até quem não toca bateria. Todo show do Fuzz é a mesma coisa: vejo umas duas músicas em frente ao palco e vou pro cantinho ver o workshop do Dani. Mesmo não sendo o tipo de som que aparece como influência óbvia no Twinpines, o Daniel é uma grande referência pra mim como baterista.

Ouça o Twinpine(s) aqui: https://twinpinesmusic.bandcamp.com/