#influencia: Sandro (Cristo Bomba)

Howlin' Records

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#influencia: Sandro (Cristo Bomba)

Tava faltando vocalista (de ofício), né não? Sandro do Cristo Bomba chega chutando a porta com essa suas influências nos cantos e berros!

Vale lembrar que o Cristo Bomba acabou de lançar o EP “Billy”, dá um ligo aqui: https://cristobomba.bandcamp.com/

Segue a trilha no Soundsgoodhttps://soundsgood.co/playlist/de-onde-vem-esses-gritos

1 – Keith Morris (The Circle Jerks / Black Flag / OFF!): Muitas vezes o Keith Morris parece estar trocando uma ideia com quem escuta o som, ele pergunta as paradas, dá uns gritos, responde a própria pergunta… Eu vi muitos vídeos de apresentações do Circle Jerks e do OFF! e sempre saquei que ele tenta não gastar toda energia, como fazia quando jovem, pra concentrar a explosão do seu vocal. Parece coisa idiota mas eu tive que ver que não adianta dar pirueta se não souber cantar.

2 – Sandro (Mukeka di Rato): Acho que quando desencanei de ser guitarrista e me preocupei em desempenhar apenas a performance no vocal, eu estava bem viciado em Mukeka di Rato. A maneira rápida e corrida do chará Sandro cantar e algumas horas uma gastadinha no gutural me fez pirar mais ainda na banda. Da minha geração Hangar 110 nos anos 2000, foi um dos que mais vi de perto e consequentemente teve uma parcela de culpa pra eu desencanar de tocar instrumentos de corda também.

3 – Kalota (O Inimigo/  Inspire / I Shot Cyrus): Quando eu já cantava a um tempinho, já tinha um embrião do que seria minha voz e conheci o I Shot Cyrus, eu pirei. Não conhecia os outros projetos do Kalota e vi o quanto ele diversifica a técnica de voz nas diferentes bandas que passa. Quando eu cantei no End Hits por uns meses, foi um belo desafio porque até então eu não fazia nada muito fora do grind, punk, hardcore… Ali era exigido uma levada um pouco mais melódica que eu vi que era possível quando lembrei do que o Kalota já havia n’O Inimigo, além de berrar pra caralho nas outras bandas. Foi um leque enorme ver um cara fazendo diferentes tipos de desafios na música.

4 – Andrew Neufeld (Comeback Kid): Até conheci a caminhada do primeiro vocalista do Comeback Kid, Scott Wade, mas fui fã da banda nos trampos dos discos Wake The Dead e Broadcasting que já era com o Andrew a frente da banda. Energia de sobra em várias situações que a banda propõe em seu hardcore pesado, bravo e horas algumas alongaaaaaadas no grito. Acho bem foda até hoje, só não acompanho como antes.

5 – Rodolfo (Raimundos / Rodox): Eu só vou citar o Rodolfo porque foi o primeiro cd de rock que comprei, eu ficava acompanhando sem errar nenhuma sílaba aquelas letras carregada de putaria do primeiro disco. Foi bom pra aprender que esse negócio de cantar música rápida ia exigir um belo fôlego, como vários outros pertados do Lapadas do Povo.

6 – HR (Bad Brains): Mano, o HR te faz acreditar que você pode trazer qualquer estilo de fora do hardcore pra cantar hardcore. Eu sempre fui de ouvir outras coisas além do rock, punk e hardcore e no Bad Brains é aonde você vê que não precisa ser aquele rockêro bravão pra conseguir fazer um som foda. Esse lance de ampliar os horizontes quando se faz um som que é muito fácil de se rotular é um puta desafio e essa banda agrada muito além dos punks. Jah Rastafari!