#influencia: Vitor Kajiro do Blear

Howlin' Records

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#influencia: Vitor Kajiro do Blear

Victor Kajiro é batera de uma das bandas mais queridas da casa: Blear. Também é responsável pelas baquetas no Hollowood. Muito da sonoridade de ambas bandas depende de sua técnica sempre em constante evolução. É um dos bateristas mais interessantes para se observar nessa deep web do rock independente que temos hoje em dia.

Segue um papo sobre influencia com esse jovem sagaz!

Playlist: https://soundsgood.co/playlist/bateristas-do-kakiro-2
Blear: https://blear.bandcamp.com/
Hollowood: https://hollowood.bandcamp.com/

1) Takashi (TOE (band))
Facilmente é a maior presença na minha cabeça na hora de imaginar/criar/produzir alguma linha de bateria, creio que desde a primeira vez que eu o ouvi. É meio complicado aplicar tudo o que quero dentro do que conheço dele em qualquer projeto porque, obviamente, menos por vezes é mais. Mas, de verdade, desde a primeira vez que fui apresentado ao toe, eu fiquei completamente embasbacado com a capacidade do cara contribuir de uma maneira tão melódica e rica pra estrutura de uma banda com uma série de tambores e pedaços de metal, isso sem contar o timbre que ele tira de tudo, em especial a caixa. Ah, tem a presença de palco dele, também, que é abissal. É meu Norte, fácil.

2. Steve Padin (The Reign of Kindo)
Bem semelhante com a experiência de influência que tenho do Kashikura, mas com o diferencial de que eu pude vê-lo duas vezes ao vivo aqui, quando eu já tinha banda e tudo mais. Da mesma forma, o cara consegue casar as peças dele de uma maneira surreal pra criar ambiências e acompanhamentos que encaixam perfeitamente com o restante dos integrantes. Sem contar que ele é 10/10 de gente fina, junto do resto da banda, então até agora não veio nenhum negativo como influência da parte dele, haahaha.

3. Steve LamosAmerican Football)
Tá aí uma banda que carimbou um ano e poucos da minha vida e que, por consequência, moldou boa parte do que eu faço com relação à minha linha de bateria. A gravação crua dos caras adicionou bastante na minha fuga da galera hiperproduzida, já que o timbre da batera dele é um negócio lindo e sofrido demais.

4. Ijichi Kiyoshi (Asian Kung-Fu Generation)
Se o American Football carimbou um ano e poucos, essa aqui tá presente comigo desde 2007, na época de colégio, crescendo gradativamente em presença ano pós ano. O Ijichi é bastante versátil quanto ao que ele consegue fazer em uma música, até porque a própria banda adota diversos aspectos diferentes, seja por álbum ou por composição mesmo. Ele consegue criar uma porrada de batidas pra agradar tanto um som totalmente grudento em estrutura, quanto em um que pede algo quebrado e um pouco além da caixa.

5. Tony Hajjar (At The Drive In)
O Relationship of Command foi um dos álbuns que eu abracei atrasado demais, e como me arrependo disso. Ignorando o fato de o álbum ser absurdamente urgente e fera demais, a bateria casa com o restante dos instrumentos do jeitinho que eu gosto. Não sei muito o que falar sobre esse, pra te dizer a verdade. Só sei que boa parte do que eu toco atualmente é culpa dele, direta ou indiretamente.

6. Beau Mckee/Salvatore Aidone (Closure In Moscow)
É uma banda só, então vou deixar os dois aqui, já que foram bateristas diferentes, com pegadas diferentes em épocas diferentes da mesma banda. O Beau tocou a batera do First Temple, que tem um quê frenético, meio juvenil na real, mas que tem uma porrada de encaixes incríveis, com precisão e criatividade que eu geralmente não ouço em coisas do gênero. Já o Aidone gravou o Pink Lemonade, que foi uma virada abissal na direção do progressivo, e puta merda o cara fez um trampo excelente, na moral.

7. Kalle (Sore Eyelids)
No meio de um monte de sons nessa pegada que eu ouvi lá pra 2013, me deparei com Isso. Foi uma época bastante agitada, no bom sentido, também. Isso ajudou ainda mais a eu sentir essa proximidade com como ele completa o som que toca, de um jeito urgente que nem o restante do som (em sua maioria pelo menos). Casou pra mim um tipo de som que em geral era bem simples na forma como os instrumentos eram inseridos, prezando pela ambiência e climatização, mas agora com um “Quê” de liberdade de expressão nos tambores.

8. Christopher Tsagakis (RX Bandits)
Meu deus quanta virada surreal. A bateria é frenética, intensa, recheada tal qual um churro. Mas frenético. É mais uma das bandas que eu ouço em boa parte por causa das linhas de batera que o cara cria e que encaixam perfeitamente em qualquer que seja o som criado, seja nos álbuns mais antigos ou nos mais atuais, em outra brisa e contexto.

9. Brandon Barnes (Rise Against)
Lá pros meus 17 anos eu amava ouvir essa joça, todos os álbuns que tinham na época, muito provavelmente sem saber que em paralelo eu passava por uns últimos momentos de despreocupação e sossego. Acho que eu trouxe pra ca essa influência até por uma questão nostálgica também, mas de toda forma eu curto pra cacete os acompanhamentos de batera que ele faz pro Siren Song of the Counter Culture. Se pá que foi base de praticamente tudo que eu criei no começo da minha vida na batera, Hahaha.

10. Stevo (Sum 41)
Vai, um poppunkzinho é firmeza. Pelo menos na época dos meus 14/15 anos isso martelou no meu tímpano frenéticamente. Lógico que não foi só o Sum41 mas, ouvindo agora com outra mentalidade, é bem foda de ver o quanto esse brother é versátil. É bem interessante ouvir o som que esse cara tira, desde o Half Hour of Power até o Chuck. Especialmente o Chuck. Pra quem gosta, é claro. Eu gosto, foi mal galerinha.”